segunda-feira, outubro 31, 2005

Deus Pai

Há muita gente que tem uma imagem de Deus como um juíz, implacável, que está à espera do mais pequeno erro para nos condenarmos ao fogo eterno.

Muahahahaha (aqui deve-se ouvir um riso maléfico)

Outros há para quem Ele é um Deus ausente que precisa que O estejamos sempre a melgar.

Para outros Deus é uma força e por aí fora.

A minha imagem de Deus é de um pai... que me conhece, que fala comigo, que me ajuda muitas vezes sem eu reconhecer, que ri comigo, que chora com os meus fracassos, que se chateia...

Enfim Ele é Deus.

Se calhar estou a tirar-lhe todo o poder... mas Ele ama-me na mesma

sexta-feira, outubro 21, 2005

Vou para a Polónia

Estou de partida... vou para a Polónia!

Para quem não sabe a Polónia é onde vivem as últimas boas mulheres que podemos chamar de normal.

Mas o que leva uma pessoa largar aqui o burgo e todas as coisas boas aqui existentes, (o caso Casa Pia, o défice orçamental, a Fátima Felgueiras, os lábios da Manuela Moura Guedes e os botoxes descaídos do Castelo Branco) e partir para um país em que tudo se pronuncia como nos tivessemos queimado na boca?

Aviso já que a grande razão é que eu encontrei a melhor exemplar da extraordinária mulher polaca mas há razões mais profundas para ir para lá e ela não vir para as terras que viram a D. Teresa sofrer de violência doméstica.

Eu vou para a Polónia porque vou casar com ela... depois vou viver, trabalhar e de vez em quando fazer filhos. Isto na Polónia não é nada estranho porque é considerado normal casar, viver, trabalhar e fazer filhos.

Em Portugal, seguindo uma tendência muito pouco sul-europaísta, as pessoas já não casam, juntam-se... é um bocadinho como as aves migratórias. Juntam-se para mais tarde dizerem... realmente maior parte das vezes nem devem dizer nada. O que convenhamos é muito prático para o nosso povo que gosta essencialmente de manifestações, linxamentos e parar para ver o acidente. Realmente casar é uma parvoíce, gasta-se dinheiro e depois é uma trabalheira o divórcio porque para a vida inteira só o Glorioso... mas enfim.

Depois vou viver o que é um outro conceito muito esbatido no Portugal de hoje. O português do século XXI não vive antes reclama que é uma mutação evolucionária da espécie humana. Isto é, em vez de ir apanhar uma maçã ou ler um livro, o português moderno reclama com o governo não ter maçãs disponíveis para toda a população e que não há incentivos à leitura...

Há ainda um outro aspecto, o trabalhar... realmente aqui sou bem português e bem que gostaria de ter um emprego em vez de um trabalho mas ainda não tive essa sorte. Em Portugal toda a gente quer empregos por isso quem trabalha faz como vive, isto é, reclama. O patrão é um arrogante, o salário miserável e as férias curtas e à mínima oportunidade ou ameaça aos direitos estabelecidos... pumba sai uma greve à sexta feira para a malta ir de fim de semana prolongado.

Por fim vou ter filhos... não sei quantos mas gostava pelo menos 2 o que é também uma raridade em Portugal. Hoje em dia filhos é sinónimo de responsabilidade que não se quer, gastos supérfulos e noites mal-dormidas... enfim os filhos são uns chatos. Ainda bem que temos ainda os emigrantes de leste e africanos que vão substituindo as gerações porque senão ficávamos com Alentejo nacional... vazio.

Vou ter saudades cá do burgo porque como os polacos, dizemos mal mas choramos baba e ranho quando nos vamos embora.

quinta-feira, outubro 20, 2005

A Esperança mora ao lado

Um dia destes lembrei-me de escrever um blog... realmente é algo de interessante porque eu tenho antes de tudo uma tendência acentuada para ser, em bom português, um grande calão.

Às vezes saiem-me umas ideias engraçadas, que até podem ser consideradas originais mas sofro desse mal generalizado e bem diagnosticado na sociedade ocidental... o Sindroma "Já está em filme?".

Este sindroma (ou sindrome, ainda não descobri) afecta cada mais pessoas e tem origem nos alunos do secundário que quando lhe pedem para ler algum livro perguntam sempre "Já está em filme?" e revela toda a amplitude da nossa geral capacidade de nos desleixarmos, encostarmos, culpablizarmos a sociedade e esperar sempre pelo dia de amanhã.

Por isso decidi começar a escrever este blog e dar-lhe este nome... O Lugar da Esperança porque realmente ainda há esperança que o meu cérebro não se transforme na cara do Cristiano Ronaldo e que acabe por ser expremido como uma das 1057 borbulhas que povoam a cara do astro futubolístico.

Na realidade a esperança mora ao lado porque a minha primeira tentativa de criar um blog resumiu-se a 3 posts num espaço de um mês... muito pouco para quem consegue imaginar o mundo vestido em roupa interior e meias pretas...

Por isso não se admirem de encontrar os próximos posts com datas do mês passado... realmente tenho a sensação que eu sou um bocadinho uma mescla de jovem promessa nunca concretizada e jogador em final de carreira em busca de um lugar como dirigente ou uma presidência de câmara.

No fundo só quero ter um bocadinho de espaço para escrever...