segunda-feira, maio 28, 2007

Woodstock do Espírito Santo - Lednica 2000

No dia 2 de Junho irá ter lugar mais uma edição de um evento que se repete desde há 10 anos em Lednica, Polónia.

Lednica 2000!

Este encontro de jovens, organizado pelos dominicanos, em especial na pessoa de Jan Góra, O.P. atrai milhares de jovens por altura do Pentecostes, para participarem num
autêntico festival do Espírito Santo.

Concertos, oração, danças ao ritmo de jambés, Eucaristia, encontro e partilha de fé! Tudo isto com ritmos bem modernos e sem demasiados formalismos. E claro, sem rios de cerveja e o perfume inconfundível das ganzas dos festivais de verão e das queimas das fitas.

No outro dia na
Companhia dos Filosofos, o João Delicado S.J. perguntava o que eu tantas vezes me perguntei, "Porque não há na Igreja um evento tipo festival de Verão ou Queima das Fitas?"

A verdade é que há, nós em Portugal é que ainda não descobrimos ou temos nos contido de dar asas à imaginação e deixar o Espírito Santo nos conduzir.

Pois é, nós portugueses somos os latinos, os polacos os frios de leste mas na expressão e vivência da fé acho que nós é que somos os blocos de gelo frios e sem chama. Fazemos 30 ou 40 festivais de verão com nomes de marca de cerveja, com nomes de terras perdidas no meio do nada, com nomes de músicas, com nomes de rios mas no fundo, muda a música mas os objectivos são os mesmos, fazer dinheiro à custa dos milhares de litros de cerveja enquanto se ouve música.

No fundo é assim. Num país que se orgulha de ser tão católico, não conseguimos ter um espaço para os jovens cristãos darem largas às suas expectativas e necessidades de originalidade.

A verdade é que é urgente dar cor e som à fé.

Em comunhão

quinta-feira, maio 24, 2007

Os "nossos" tiques

Todo o ser humano, admitindo ou não, é um produto de diferentes influências e mesmo nunca sendo um produto acabado e com a capacidade até ao fim da sua vida se reinventar, pode-se encontrar/traçar algumas tendências, alguns tiques.

A minha mulher insiste que eu generalizo demais... admito que sim! Porém nas generalizações, e principalmente nas caricaturas podemos encontrar vícios que não queremos admitir ou que fazemos por esconder.

Esta colectânea de tiques cristãos em forma de paródia tem um toque especial, pelo para mim, que se por um lado gostaria de me identificar só com um dos lados, acabo por encontrar caracteristicas minhas em ambos dos personagens.

Tique #1; Tique #2; Tique #3; Tique #4

Em comunhão

quarta-feira, maio 23, 2007

Pai, será que eles não sabem o que fazem.

Com a contagem decrescente para o nascimento da minha filha, noto que há coisas/assuntos que me chocam, não mais do que antes mas que me deixam mais preocupado e pensativo.

Em tom de confidência, a paternidade, mesmo sendo ainda em regime de observador externo, está a mudar-me. Tem-me feito por um lado descobrir uma faceta mais humana, estando mais desperto aos problemas que afectam os mais fracos e oprimidos. Mas ao mesmo, e não tendo ambições ou fantasias de ser Deus ou criador do que é que quer que seja , tem-me posto perante questões sobre a Sua perspectiva das coisas. Ou pelo menos assim assim gosto de pensar...

Nas minhas andanças por sites pouco recomendáveis a bons católicos, há popr vezes denúncias que devemos ouvir e reflectir. No Diario Ateista fazem referência a um
documentário sobre o Vaticano e a pedofilia que me deixou chocado.

Tento fazer deste meu blog não só uma forma de partilha mas também gosto de pensar que de alguma forma posso contribuir para que os possíveis leitores pensem e reflictam no que acreditam e porquê.

Embora a temática da pedofilia no clero não seja nova, há alguns elementos neste documentário que me deixam completamente consternado, indignado e com vontade de escrever ao Papa. Não que eu tenha a presunção de pensar que por serem padres, estes homens estão isentos por obra e graça do Espírito Santo de qualquer pecado. Tão pouco acredito que por serem padres têm mais culpa que os demais, apesar de sentir uma tristeza profunda ao pensar nos muitos e bons padres que conheço, porque existem, que se vêm mal representados e que ganham má fama.

as como disse há certos pontos que me deixam estarrecido.

O primeiro aspecto é questão do discernimento vocacional. Como é possível que alguém que passe pelo menos 5 anos dentro de um seminário e ninguém dos supostos directores espirituais se consiga dar conta, que algo vai mal no reino da Dinamarca? Claro que mais enervado fico com a solução escondida apresentada, que foi recusar a entrada homosexuais nos seminários. Como se ser homosexual fosse condição para se ser pedófilo...

O segundo ponto é questão do celibato. É incrível que se assobie para o lado e se insista numa lei puramente canónica e de foro disciplinar mantendo o celibato dos padres obrigatório face a constantes denúncias de casos de distúrbios do foro sexual e para já não falar nos outros casos conhecidos de abandono e falta de vocações. Sim, é verdade que o protótipo do pedófilo afecta também homens casados e com filhos, mas sejamos honestos, reprimir a sexualidade aguça a vontade e o desejo, e ainda mais se forem aqueles desejos escondidos mais proibidos mais desordenados.

O terceiro aspecto é a política interna de silenciamento das vítimas. É totalmente asqueroso, nojento quase ao ponto de dizer diabólico, a forma como as Hierarquias lidam com os "problemas". Desculpem lá meus amigos, mas e então o pastor que larga as 99 ovelhas para ir procurar e consolar a 1 que está perdida? Negociar acordos silêncios para manter uma imagem cada vez mais estilhaçada de superioridade moral é não só imoral de toda e qualquer perspectiva mas é doentio que me deixa sem palavras.

Por último, e este ponto, como futuro pai e cristão, deixa-me realmente de fé esfrangalhada e sem vontade de voltar a pôr os pés numa igreja para salvaguarda da minha prole. Como é possível que a Hierarquia, em especial Bispos, Cardeais e o próprio Papa, tendo conhecimento dos casos não colaboram com as autoridades de forma a responsabilizar e a punir os culpados e fazer os possíveis por prestar todo o auxílio possível às vítimas? Como é possível que para além não colaborarem ainda escondem e albergam dentro das suas casas o ladrão?

Eu sei que todos devemos perdoar mas Pai, será que eles não sabem o que fazem?

Em comunhão

segunda-feira, maio 21, 2007

Entrevista com Deus

Deve ser umas apresentações mais antigas que circula na internet e com direito com diferentes versões.

Esta entrevista com Deus, tem o condão de despertar em mim um sentimento de que o Pai me olha e que abana a cabeça com as minhas palermices com um sorriso nos lábios.

"Pai perdoa-me que tantas vezes não sei o que faço!"

Em comunhão

domingo, maio 20, 2007

Deus em formato MP3


Numa das minhas investidas em busca de palavras por essa blogosfera cristã, encontrei num blogue Jesuita, um link que me parecia interessante, principalmente para mim que constantemente me queixo da falta de tempo para rezar.

São nestas pequenas coisas, detalhes que podem passar despercebidos, que me fazem despertar a atenção e confirmar a presença de Deus nas nossas vidas. Não da maneira que muitas vezes imaginamos, como fogo de artificio e fanfarras, mas na brisa... neste caso em formato de mp3 ou wav.

O site chama-se Pray as you go, e como diz, é um site dedicado a rezar enquanto se vai. De onde se vai ou para onde não é o mais importante aqui, mas que se reze durante esse tempo.

Mas em que é consiste este site afinal?

Muito simples!

Os Jesuitas britânicos (o site é da responsabilidade da província britânica), preparam momentos de oração, leitura do evangelho do dia e reflexão, ao som de música muito bem escolhida, que gravam em formato MP3. Depois disponibilizam para qualquer um poder fazer o download de um só dia ou de a semana toda.

Finalmente basta carregar para o iPod ou para o telemóvel e rezar de casa para o trabalho, num intervalo para o almoço, nas filas do trânsito ou bem se quiser.

Genial, não é?

Comecei a semana passada e embora não esteja a ver luzinhas, nem ouvir este Jesus que me fala, é um tempo de oração que aos poucos acupa um lugar importante do dia e que cheguei a repetir a mesma oração mais do que uma vez.

Desvantagens? Ser em Inglês. Não que esta seja uma desvantagem para mim ou para a esmagadora maioria dos jovens, mas há muita boa gente que gostaria e poderia usufruir deste fantástico meio de evangelização e de oração, se houvesse formatos em outras línguas.

Pode ser que esteja para breve. Entretanto, enquanto não há em português já decorei:

Glory be to the Father, and to the Son, and to the Holy Spirit. As it was in the beginning, is now, and ever shall be, world without end. Amen.

Em comunhão

sexta-feira, maio 18, 2007

É menina!!!

Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens que inventaram as ecografias em 4D. Se alguém souber qual é a 4 dimensão que me explique que eu ainda não percebi, mas pronto isso é um detalhe.
Na 4ª feira fui fazer a primeira ecografia em que realmente deu para ver que vou ter uma filha!

É incrível que com 22 semanas o ser humano está formado, pernas, braços, cabeça, corpo...

Enquanto via pela primeira vez a minha filha a dar um valente de um bocejo, provavelmente cansada pela nossa intromissão e a indiscrição pensei sobre o aborto.

Desde o primeiro momento que quer eu, quer a minha mulher sentimos o nosso bebé como um ser humano que já fazia parte da nossa vida. Recordei aquela primeira eco em que mal se percebia se víamos um peixe ou um pedaço de carne comido ao almoço mas o coração que pulsava revelava que ali havia uma vida que lutava para crescer.

Nesses segundos que parecem horas, lembrei-me dos cuidados que tomamos, as vitaminas e os suplementos minerais, a preocupação acrescida na alimentação e na necessidade de descansar um pouco mais. Ai que há uma dor estranha e vamos já para o hospital porque há tanto medo dos abortos espontâneos, das gravidezes ectópicas e isto e aquilo...

A maioria destes medos, vive-mo-los durante as primeiras 10 semanas da gravidez... Será que alguém me vai conseguir explicar que durante essas primeiras semanas a minha filha era descartável, não humana? O aborto é um drama porque implica a morte de um filho...

Naquele écran com tons laranjas enquanto a minha filha insistia em não querer mostrar a sua "vergonha" pensei naquele provérbio popular sobre a pescada, antes de o ser já era!

Ainda antes de eu sequer saber, ela era já a minha filha.

Em comunhão

terça-feira, maio 15, 2007

Métodos Naturais... isso é Modernice!

Um dos assuntos sobre os quais tento escrever é o da contracepção natural. Embora não o tenha feito já à bastante tempo não esqueço a ausência de espaços de difusão e informação sobre os métodos naturais em português.

Supostamente, a Igreja deveria ter uma opinião solidamente formada sobre este assunto e principalmente os movimentos considerados conservadores ou tradicionalistas, deveriam ter uma posição forte e esclarecida sobre este assunto.

Mas qual não é a minha surpresa ao ler um artigo no famigerado
Montfort, do Professor Orlando Pireli assinado por uma tal de Lucia Zucchi que há pergunta de um leitor queria:

"Saber o porquê que a ela permite que os casais católicos evitem filhos por meios naturais, como por exemplo, a tabelinha, e não deixa que eles usem a camisinha. Já que a Igreja permite que os casais utilizem os meios naturais não deveria ela permitir os artificiais?"

O rapaz tem boas intenções e até se afirma como "católico e amo a Santa Igreja, mas é que estou com essa dúvida"

Qual não é o meu espanto que a dita senhora apresenta a seguinte resposta:

Prezado Leitor,
Salve
Maria!

Quando Nosso Senhor Jesus Cristo pregou a indissolubilidade do matrimônio perante os judeus, estes Lhe perguntaram porque então Moisés tinha-lhes permitido o divórcio.
A resposta de Nosso Senhor foi clara: "Por causa da dureza de vossos corações" (S.Mateus 19, 8).

Pois bem, a Igreja permitiu a limitação de filhos pelos chamados métodos naturais "por causa da dureza de vossos corações". Mas, como continuou Nosso Senhor, na lição sobre o divórcio, "no princípio não foi assim"!

Deus fez o casamento para que os homens crescessem e se multiplicassem e não para que tivessem o mínimo de filhos possível! Ele permitiu que os homens pudessem ser chamados "pai", assim como Ele mesmo é chamado, como uma benção, a ser recebida com gratidão, e não como um castigo, a ser evitado!!!

Os tais "métodos naturais" às vezes, ou muitas vezes, falham. Pois é! Ao menos
nessas ocasiões, Deus pode dar a graça de um filho para um católico que não o
desejava, "por causa da dureza de seu coração"!

Já que a vinda do Santo Padre ao Brasil voltou a por em evidência termos tão esquecidos como "prática dos mandamentos", "virgindade" e "fidelidade" (veja o
discurso aos jovens no dia 10.05.07 em São Paulo), que ele pregue mais vezes aos católicos o magnífico ideal da "família numerosa", como fez no início do seu pontificado (vide notícia no site Montfort).


In Corde Jesu,
Lucia Zucchi



Oh meus amigos!!! Mas o que é isto? Então não é que os supostamente iluminados e bem intruidos Pirelianos não conseguem encontrar alguma coisa mais elaborada do que dizer que não interessa a contracepção mas sim ter muitos filhos e famílias numerosas?

Transcrevo a carta que lhes escrevi e que espero um dia destes vir a ter uma resposta.

A propósito de uma carta a perguntar sobre os métodos contracepcionais naturais, gostava de perguntar à Senhora Lucia Zucchi que dados apresenta para afirmar que:

"Os tais "métodos naturais" às vezes, ou muitas vezes, falham."

Segundo os dados de algumas organizações de saúde em condições óptima de utilização, os métodos naturais podem ter um indice de eficência a rondar os 95%.

Mesmo admitindo que os métodos naturais não sejam os mais eficientes, será que não consegue encontrar vantagens ao nível da saúde da mulher, o valor acrescido ao acto sexual ou tão simplesmente os frutos que podem adevir de uma maior responsabilização e compromisso em casal no que se refere à vivència da sexualidade?

Será que não consegue tão simplesmente encontrar o valor da castidade e da abstinência dentro do matrimónio como frutos do Espírito Santo?

Não considera que o seu argumento para utilizar o método natural seja o equivalente a dizer que usar o método natural, não tem qualquer importância e que dá razão aos que dizem que os métodos naturais não funcionam?

Qual a sua opinião sobre o conceito que o Papa defende de Paternidade Responsável?
Em comunhão

domingo, maio 13, 2007

Propostas para a missa

A propósito da reflexão que tem surgido sobre a forma de celebrar ou não a Eucaristia gostava de fazer algumas sugestões que penso que não fazendo a missa mais misteriosa e transcendente, contribuiem para que haja mais comunidade. E onde há comunidade, nem que sejam dois ou três reunidos em nome dEle...

1º- O lugar do sacerdote.
Pela minha experiência em Taizé acredito que o sacerdote poderia estar sentado não de frente para a Assembleia mas sentado com a Assembleia. Mesmo tendo um lugar destacado e convenientemente paramentado e ainda para mais sendo a Eucaristia um acto comunitário, penso por isso que quem preside pode muito bem juntar-se ao povo enquanto há uma leitura, quando há a oração dos fieis ou quando se reza o Pai Nosso. Este sinal pode contribuir como exemplo de maior comunhão entre os que vivem a Eucaristia, que o Padre sendo o pastor, está também entre a comunidade dos crente e que não é um ser à parte. Claro que existem momentos específicos como a saudação, a consagração, a benção final e alguns outros momentos em que é indespensável que o sacerdote esteja no altar, representando o lugar que Cristo ocupava na última ceia.

2º- As homilias.
Penso que não viria mal ao mundo se as homilias fossem feitos por outros que não só os padres. Leigos, religiosas, testemunhos locais que se relacionem com o Evangelho, pequenas representações tudo deveria servir para fazer a Palavra de Deus mais presente, mais vivida. Existem leigos que só partilhando a sua experiência de vida são autênticos evangelhos vivos.

3º- O silêncio
Uma das coisas que impressiona a esmagadora das pessoas que vai a Taizé é o silêncio. O silêncio orante, expectante, donde brota o diálogo com Deus e onde podemos encontrar a masi profunda comunhão com Ele. Se bem que o silêncio em Taizé é utilizado como substituo prático face ao problema logístico de ter homilias traduzidas por vezes para mais de 25 línguas, creio que se poderia pôr um momento de oração contemplativa depois da Homilia ou depois da comunhão.

4º- A Comunhão.
Deveria ser dada mais frequentemente em duas especies. Mais ministros da comunhão dando não só o Corpo mas também o Sangue. Para comunidades que se querem fortes e bem formadas este é um ponto bastante importante.

4º- Liturgia de Lima.
Esta liturgia, discutida e trabalha em conjunto por Católicos, Protestantes e Ortdoxos, é considerada válida na Igreja católica e permite ser um passo concreto no caminho ecuménico. O ecumenismo não se pode resumir a palavras, encontros, oração pela unidade dos cristãos e comissões. Há que ser concreto e pôr-se ao caminho em conjunto. A Eucaristia, centro da vida de cada cristão deve ser o ponto de partida para encontrar ponros e comum e ultrapassar as diferenças.

5º- Simplificação da linguagem litúrgica.
Eucaristia é festa e é o centro da vida comunitária de um cristão e o alimento da fé que nos ajuda a seguir adiante. Este alimento obviamente não se resume apenas e só à Sagrada Comunhão. A palavra, o gesto e o ritual são elementos concretos e necessários ao renovar a fé. Se falamos em fórmulas que não percebemos, em quê vamos buscar alimento? Se o sermão for longo, cheio de palavras caras mas que o povo não ouve que proveito fica? Há que falar sobre coisas concretas, trazer a Palavra de Deus ao nosso dia-a-dia, procurar a expressão da nossa fé com as nossas próprias palavras e que fazem sentido aos fiéis. As fórmulas desprovidas de significado são hocus-pocus que pouco ou nada ficam a dever a rituais mistico-pagãos

6º- Pão benzido.
muito que a Igreja Ortdoxa tenta encontrar soluções para que aqueles que não podem comungar, se sintam parte da cerimónia da Eucaristia. Assim penso que deveríamos importar do rito ortodoxo a tradição do pão benzido para aqueles que não são batizados, para os que não se sentem preparados para comungar. Não sendo sacramento é um sinal de comunhão e de união com aqueles que não estão canonicamente em condições de comungar. Isto pode ser um solução mais humana, mesmo que provisória, para o problema dos divorciados.

7º- Música.
Não basta ter 2 velhinhas a cantar as mesmas músicas e uma e outra vez. Que se dê espaço aos jovens para se expimirem e inovarem. As músicas de Taizé, sendo curtas e repetitivas são uma solução a considerar e a divulgar. Acho que se deveria recuperar o salmo cantado, afinal era a sua finalidade inicial.

Em comunhão

quarta-feira, maio 09, 2007

Anti-clerical! Perdão, ateu esclarecido... II

O Eduardo mencionou um artigo do blog do Zé sobre o fanatismo e o ateísmo que eu tomei a liberdade linkar para que se possa ter um acesso mais directo.

É bastante interessante principalmente sendo a opinião de um agnóstico.

Em comunhão

terça-feira, maio 08, 2007

Ser Pai... porra que isto dá medo!

No domingo à noite senti pela primeira vez o bébe que está na barriga da mulher.

De repente tive uma espécie de flash back invertido e pela minha cabeça começaram a percorrer ao melhor estilo de Tim Burton, todos os possíveis perigos que um recém nascido pode estar sujeito.

A televisão que está demasiado baixa, o chão que é demasiado duro, a pedra da lareira que é demasiado esquinada, as bugigangas que andam espalhadas que são fantásticamente atractivas para engolir e engasgar... AAAAAHHHHHHHH!!!!

Juro que senti uma gota de suor frio a correr-me pela testa.

Antes de adormecer ainda me levantei duas vezes para ver se o fogão era fácil de abrir e se havia alguma tampa de pasta de dentes em algum cantinho...

Hoje pensei, isto de ser pai dá medo!!!

Como é que será se sentirá o Pai lá de cima ao ver-nos a fazer tantas maluquices e perante tantos "móveis" e coisinhas pequeninas que podemos engolir?

Ainda bem que eu não sou Deus porque senão já andava a planear comprar borrachas protectoras de cantos e tampas para as fichas electricas do mundo inteiro...

Em comunhão