sábado, junho 30, 2007

Motu Próprio - A salvação do Cristianismo

Em bom espírito democrático queria, antes demais, dar os parabéns a todos os tradicionalistas pela conquista que conseguiram. Afinal foram anos a fio a lutar, a fazer cisões e pressões, jogos de bastidores, milhares de sites e opinion makers de forma a alcançarem os seus objectivos. Há esperança assim que o Vaticano se torne mais democrático e que olhe com a mesma condescendência para outras minorias.

Mas hoje perguntam-se muitos, em quê exactamente vai mudar o Motu próprio da liberalização da Missa Tridentina?
Sim mudam algumas coisas. Com esta decisão a missa passa a ter quorum mínimo. Mínimo de 30 fieis e um padre que queira celebrar, senão fica para a próxima.
Muda também o conceito de comunidade paroquial em que os diversos movimentos tem que estar inseridos. Agora quem quiser, de forma bastante democrática pode organizar a sua própria paróquia e ganha grátis um relíquia pré conciliar, o Missal de Pio V.
Muda por fim a visão da Igreja/Hierarquia de ver o mundo. Face aos problemas em vez de procurar soluções, volta-se para trás para tentar ver se tudo volta a ser como era. Também não entendo bem o que quer dizer ser como era, mas acho que a ideia geral é de ver se a Hierarquia consegue de novo ter uma influência paternalista nos crentes.

Bolas, isto é só vantagens! Mas perguntam alguns, "Então isto é só coisas boas?"

Quase. Apesar de tantas mudanças, porque admito que este Motu próprio trará mudanças também a nossa Senhora de Fátima que fez o motu próprio por isso também não faz milagres. Também não vamos exigir que o Papa com este documento resolva todos os problemas que a Igreja tem em mão, como o número decrescente de consagrados, a linguagem desactualizada da catequese e o problema dos deslocados territorialmente, a democracia e a colegialidade dos bispos, a ecologia e o aquecimento global, os avanços na medicina, o diálogo ecuménico e a necessidade de fortalecer as comunidades de crentes cada vez mais sós num mundo que os despreza.

Ninharias... Mas também a quem interessa estes assuntos senão a meia dúzia de leigos metediços e a mulheres que querem mandar mais do que devem?

Por fim perguntam alguns, "Onde está a solução para tal Igreja em crise de que tantos falam?"

Acho que este motu próprio vai ser a verdadeira solução para as comunidades cristãs se debatem face ao mundo cada vez mais anti-clerical. Sejamos honestos, o problema está nos leigos. Querem participar demais, fazer as tarefas dos padres, querem até estudar e aprender teologia. Estão a querer saber demais. Mas como não tem o sacramento da ordem só estragam em vez de ajudar. Por isso a solução é simples. Voltar a ter os ritos tipo magia de forma a que ninguém possa vir com intenções de querer fazer as vezes do padre. Não tens "ordem" não fazes parte do clube. Ponto final. Depois voltar a ter as coisas de forma a que ninguém intenda e assim quem não intende também não pode vir com críticas muito grandes. E finalmente como eu sou padre e tu és leigo, eu mando tu ouves e calas, tu que és leigo mesmo sendo ateu, tens que me ouvir e calar.

Fácil! Porque é que não se penou nisso antes? Volta Monsenhor Lefevbre, pode ser que na onde ainda te apressem o processo de beatificação.

Não resisto a partilhar esta imagem convosco. Já estou a ver a Catedral de Lisboa a arrebentar de reconvertidos, os sinos a rebate para toda a Cristindade. O Diário Ateísta a ranger os dentes de raiva pela nossa capacidade de síntese, eficácia de pensamento e deste golpe final nas aspirações de ter um sociedade laicizada. A Palmira do rerum mundi sem capacidade a escrever um artigo a admitir que esteve errada todo este tempo e que a terra é plana e havia dinossauros na Arca de Noé.

Para terminar ponho uma citação do senhor dos pneus, esse profeta da desgraça que sempre nos acompanhou nesta luta incansável:

O fantástico e igualável Professor Pirelli
"Aliás, o modo que Bento XVI escolheu para liberar a Missa é sintomático: ele vai liberar a Missa por meio de um
Motu Proprio, isto é, por meio de um documento papal que indica ser uma vontade pessoal do Papa. Uma decisão oficialmente tomada por sua única vontade, sem necessidade de consultar os Bispos. O que é um golpe na Colegialidade em má hora e erradamente proclamada pelo Concílio Vaticano II.
O Motu Proprio vai contra a Colegialidade do Vaticano II.
Sutilmente... Juridicamente...
Sem pretender-se tal, o Motu Proprio de Bento XVI, como dizem os italianos, "è proprio um terremoto". É mesmo um terremoto.
Ó Terremoto imensamente desejado que causará a ruína, o desmoronamento e o sepultamento da Nova Igreja Modernista nascida do Concílio Vaticano II!"

Sintomático!

Em comunhão

quarta-feira, junho 27, 2007

Crónicas de um voluntário permanente em Taizé

A época de exames tem destas coisas... falta de tempo para escrever! Durante o tempo de que estive em Taizé, escrevi uma entrevista para a Flor de Lis, revista oficial do Corpo Nacional de Escutas. Bom, fica aqui que alguém pode achar interessante...

As perguntas são da autoria do Nuno Martins.

Como foi a tua formação escutista?

A minha formação escutista foi muito normal. Durante umas férias de Verão, quando tinha 6 anos, um amigo mais velho que já estava no meu agrupamento 52 de Santarém, falou-me de acampamentos, jogos nocturnos e fogos de concelho... a partir de aí até hoje, acho que nunca parei de pensar que os escuteiros são do melhor que existe. Lobito, Explorador, Pioneiro e Caminheiro, foram etapas de formação pessoal que sempre as senti como meios para ir um pouco mais longe, mais profundo na mística e na vivência escutista. Considero muito importante também a dinâmica de grupo que se aprende nos grandes eventos escutistas como ACANACs e ACAREGs, visto que são ocasiões de grande festa mas também de grande inter ajuda com outros agrupamentos e outras regiões que têm maneiras diferentes de viver o mesmo escutismo. Como caminheiro, rapidamente entrei em Comissão de Serviço e depois de uma pausa pedagógica (a universidade tem destas coisas) de um ano meio voltei ao activo para fazer a minha promessa de dirigente. Assim estive até que vim para Taizé. Foi um percurso cheio de boas recordações, muito suor, alegrias e acima de tudo a certeza de estar ir no rumo certo, num trilho contínuo de serviço aos outros e a Deus.

Em que medida influenciou a tua vida?

Os escuteiros são sem dúvida alguma o pilar da minha formação humana, social e religiosa. Daqui e por aqui, toda a minha vida foi moldada e trabalhada, na patrulha, na equipa e no clã. A Lei do Escuta e os Princípios são realidades que transportei para os diversos sítios por onde passei, quer tenha sido na Tuna ou nas Associações de Estudantes. A aprendizagem pelo jogo e pela acção, o privilégio da iniciativa e da imaginação e, sobretudo, o gosto que se adquire de trabalhar para e com os outros, são para sempre marcas em todos os aspectos da minha vida. «Uma vez escuteiro, escuteiro para sempre.», eu prefiro dizer, «Quem é escuteiro, nunca deixa de o ser».

Taizé, de onde veio essa paixão?

Taizé não é uma paixão mas um amor que surgiu quando eu tinha 15 anos nas aulas de Religião e Moral no secundário. Nesse ano lembro-me que vinha cheio de motivação e entusiasmado do ACANAC no Palheirão, onde estive como Pioneiro e decidi que queria aprender um bocadinho mais sobre a minha fé. A verdade é que algo tão simples, mais tarde revelou-se uma bênção. Quando, nas primeiras aulas a Professora Alzira falou de Taizé (já agora deve ler-se T. Z.) nem percebi muito bem o que se passava por lá e a minha motivação para ir passava muito por ir passear. Lembro-me depois de ter pensado que só um bando de tótos ou hippies e desajustados iriam a lugares destes e só sobre forte coacção poderia rezar três vezes ao dia. Apesar dos vídeos, slides, brochuras e cassetes nada nos pode preparar ou explicar o que é a Comunidade de Taizé ou um Encontro Europeu de Jovens até participarmos. Assim foi: quando chegamos de Santarém, 50 miúdos do Liceu e da Escola Secundária tudo ficou um pouco assustado com o movimento e com tanta gente. E gente de todo o lado, com culturas e línguas diferentes, com costumes e maneiras de vestir diferentes, protestantes, católicos, ortodoxos... tantas diferenças até à primeira oração. Onde estão as diferenças, onde estão os betos ou os chungas, os populares e os incógnitos, estes ou aqueles; afinal, Jesus é o mesmo para todos... de repente todos nos podemos aceitar um pouco melhor e descobrir que podemos ser mais iguais do que pensávamos. Quando acabou a semana e voltei para casa, e o desejo de voltar já se tinha transformado em certeza, e até hoje são poucos os que conheço que me disseram que não querem voltar.

Voluntário permanente por causa da natureza que rodeia Taizé, ou porque o seu ambiente relaciona-se com a tua pessoa?

Pelas duas coisas sem dúvida. Até vir para passar uma ''temporada, vim várias vezes por uma semana. Durante todo o ano, numa aldeia da Borgonha chamada Taizé, no meio de vales e montes verdejantes, a Comunidade de Irmãos de Taizé, com mais ou menos 100 irmãos vindos de mais de 25 países e de diferentes tradições cristãs, acolhe jovens de todo o mundo, proporcionando o tempo e o espaço necessários para cada um procurar em comunidade o que há de importante dentro de si. De domingo a domingo o programa não varia muito. Encontros em grupos de discussão e partilha, três orações por dia, workshops, trabalho, porque quem vem tem que ajudar nas diversas tarefas e a possibilidade de uma comunhão cultural, social e religiosa. Neste ambiente de partilha e inter ajuda quase naturais, qualquer um se sente acolhido e para muitos há a vontade de ficar por um tempo mais alargado. Claro que a decisão de ficar nunca é fácil para ninguém. Para nós portugueses deixar os amigos, a família, projectos e o percurso "normal" da vida só pode ser possível se para lá da vontade de ajudar, houver também o desejo de fazer um percurso de fé. Viver em Taizé, seja para um voluntário, um peregrino ou até mesmo para um irmão, é sempre uma descoberta do próximo, e nele encontrar o rosto de Deus.

A adaptação a uma vida de partilha, foi difícil?

É mais difícil para a família e amigos. De um lado tens alguns que te dizem "estás maluco" ou "vão-te fazer uma lavagem ao cérebro" ou por outro lado tens aqueles que te dão força e confessam que gostariam de fazer o mesmo. Pessoalmente penso que para nós escuteiros tudo é um pouco facilitado devido aos hábitos eu temos nos bandos, patrulhas e equipas, de partilhar as dificuldades, tarefas, alegrias e principalmente por aprendermos a ter espírito e sentido de grupo. É um desafio viver e trabalhar com pessoas de todo o mundo, com idades entre os 18 e os 30 anos, com experiências, vivências e expectativas muitas vezes tão distintas como alguém que acabou o ensino secundário ou o advogado que decidiu fazer uma mudança na sua vida. Como voluntário em Taizé, somos postos ao serviço bem ao estilo da mística a IV Secção em que estamos preparados desde coordenar, dirigir e exemplificar ou simplesmente fazer o que nos pedem o melhor possível. No outro dia alguém me dizia que gostava de fazer algo do estilo mas que nunca há tempo e a vida não permite... o tempo faz-se e as oportunidades criam-se... Deus chama cada um de nós a dar o que tem e fazer o possível por deixar o mundo um pouco melhor. Esta vida de partilha pode ser feita por todos nas mais pequenas coisas, nos grupos das paróquias, nos empreendimentos e caminhadas que podem ser planeadas no sentido dos outros ou simplesmente ajudar quem está mais perto.

Disseste-me que o voluntariado é um amor que queres continuar após esta grande experiência de vida. Fala-me das tuas perspectivas para o futuro.

As minhas perspectivas: para além de casar e constituir família, gostaria de me empenhar e comprometer mais a fundo com a Igreja em Portugal. Tantas vezes criticamos e nunca damos passos para aproximar ou ajudar a fazer melhor. Neste momento aprendo polaco de forma a ter um primeiro contacto com as línguas eslavas, para poder participar projectos de integração cultural e social e linguística de imigrantes de leste.

E de momento...

Desde de Setembro a até finais de Janeiro, estou integrado na equipa de voluntários da preparação do Encontro Europeu de Jovens em Lisboa que vai ter lugar de 28 de Dezembro de 2004 até 1 de Janeiro de 2005. O que é este encontro? Todas as semanas, depois de uma semana em Taizé, os jovens perguntavam aos irmãos como prolongar a experiência e continuar em suas casas, visto não existir nenhum movimento em redor da comunidade. Assim, desde há 27 anos que a Comunidade de Taizé, juntamente com as igrejas locais acolhem e dinamizam uma Peregrinação de Confiança num encontro de 5 dias numa grande cidade europeia. Este ano temos o privilégio de ser em Lisboa depois já ter passado desde Barcelona a Bucareste, de Viena a Milão passando por Paris e muitas outras cidades. Acredito que este encontro pode mudar algumas coisas nas paróquias que estão directamente envolvidas, nas dioceses de Lisboa, Setúbal e Santarém, mas também um pouco por todo o país. Todos são e estão convidados a participar e a ajudar, em especial os escuteiros. As formas de ajudar e participar são as mais diversas, quer seja acolhendo em vossas casas os participantes nas dioceses que estão envolvidas, vindo no dia 26 de Dezembro para ajudar nas diversas tarefas que precisam ser feitas ou simplesmente vindo a Lisboa como participante a partir do dia 28 de Dezembro e viver os dias de encontro com aqueles que vem de longe que neste momento se prevejam ser alguns milhares. Alguém disse que as oportunidades só aparecem uma vez... esta de certeza que têm que aproveitar.

Para finalizar, e tendo em conta a tua experiência em Taizé, diz-me o que significa para ti a seguinte expressão - "Conhece-te a ti mesmo."

Viver em Taizé durante estes meses com tanta gente diferente, partilhando momentos e aprendendo com os outros, não há outra solução senão confrontar o nosso eu. Deste encontro, em que sais do teu ambiente natural e que buscas conhecer-te, vais encontrar fraquezas e coisas em ti que não gostas tanto. Mas só assim podes dar um passo para te conheceres melhor. É isto que todos os sábados um pouco por todo o país, milhares de jovens fazem. Saiem das suas casas, das televisões, computadores, consolas e protecção do lar e arriscam aprender com uns com os outros a serem os Homens Novos de Amanhã. Este é um desafio que todos temos viver para sermos felizes... Conhece-te a ti, que és criatura, e encontrarás o teu Criador.

Em comunhão

quarta-feira, junho 20, 2007

Os 10 mandamentos do automobilista

Com certeza não será a primeira vez que o Vaticano menciona assuntos mais corriqueiros da vida, mas é para mim uma estreia ouvi-lo falar para todos com tão bom senso sobre o que acontece todos os dias nas estradas deste mundo fora.

É noticiado hoje em vários jornais online, um longo documento em que a Igreja Católica sublinha os perigos ao volante, recordando que no século XX morreram cerca de 35 milhões de pessoas nas estradas e aproximadamente 500 milhões ficaram feridas.

Apesar de alguns jornais fazerem passar a mensagem de que o Papa provavelmente nem sequer terá lido o dito documento, penso que já é bastante lembrar que os caminhos da virtude e da santidade também passam pelo nosso comportamento na estrada.

Assim o Vaticano decidiu publicar dez mandamentos dirigidos aos condutores. E um aviso: os automóveis podem ser objectos de pecado.

Fica aqui a lista destes 10 mandamentos .

1 - Não matarás;
2 - A estrada deve ser uma via de comunicação entre pessoas e não um meio mortal;
3 - Cortesia, respeito e prudência irão ajudar a lidar com acontecimentos imprevistos;
4 - Seja caridoso e auxilie o próximo na necessidade, especialmente as vítimas de acidentes;
5 - Os carros não devem servir como uma expressão de poder e dominação, nem como motivo de pecado;
6 - Convença caridosamente os mais jovens e os não tão jovens a não conduzirem quando não estão em condições para tal;
7 - Ajude as famílias vítimas de acidentes
8 - Reúna os motoristas culpados e as suas vítimas, quando chegar o tempo apropriado, para que eles possam passar pela experiência libertadora do perdão;
9 - Na estrada, proteja os mais vulneráveis;
10 - Sinta-se responsável pelos outros.

Apesar de alguns pontos serem um pouco estranhos, penso que é uma excelente ideia e que pode ser que ajude um pouco na Polónia onde vivo. É para além de ser um país de católicos é também um país em que se conduz no limite da loucura.

Em comunhão

quarta-feira, junho 13, 2007

Luta contra a SIDA - Campanha ABC


Como tenho notado que o número de visitantes brasileiros tem vindo a aumentar e a propósito da recente campanha do presidente Lula de dar preservativos, gostaria de escrever algo sobre a campanha de luta contra a Sida que teve mais sucesso, até recentemente a única que realmente se pode falar verdadeiro em sucesso.

Chama-se estratégia ABC e tem tido lugar no Uganda e no Botswana, e tem conseguído de contrariar os valores ascendentes de infectados do continente onde se situa para conseguir não só estabilizar mas também reduzir o número de novos infectados.

Esta estratégia foi desenvolvida para responder à crescente epidemia de Sida e prevenir a transmissão de outras doenças sexualmente transmissíveis sendo ao mesmo tempo compatível com uma população maioritariamente cristã.

ABC apesar de uma referência evidente aos primeiro passos de algo é o acrónimo inglês de:

A de Abstinence (abstinência)
B de Being faithful (ser fiel)
C de Condomize (uso do preservativo)

Esta estratégia de luta contra a epidemia recomenda em primeiro lugar abstinência sexual fora do casamento embora interpretações mas liberais a expliquem de forma a que os jovens adiem o mais possível o início da vida sexual. Depois ser fiel, ter um só parceiro numa relação longa e estável. Por fim o uso de preservativo e outras medidas de protecção sexual.

Ou seja primeiro abster-se. Quem não se abster então então que seja fiel. Se não conseguir fiel então usar preservativo.

Estou em crer que esta campanha consegue juntar o pragmatismo de assumir que a fidelidade por si só é insuficiente e ao mesmo tempo deixar no claro que o preservativo é última linha de defesa, o último recurso para se protegerem da Sida.

Sendo uma solução de consenso entre os meios mais conservadores e os mais liberais cristãos, estranho que o Presidente Lula, católico assumido, não tenha procurado uma solução mais pacifica e unânime.

Pelo que li a maior parte do sucesso deveu-se antes demais ao adiamento da idade de iniciação sexual (abster-se), depois uma redução do número de parceiros sexuais (ser fiel) e é claro, que o aumento do uso do preservativo também teve influencia.

Por outras palavras, não é uma campanha tipo "samba de uma nota só" como as que temos muitas vezes em que apenas e só insistem no uso do preservativo, passando inclusive informações erradas ao exagerar quer na sua eficácia e passando uma imagem de facilitismo e utilitarista da relação sexual . Por outro lado, não deixando de fazer passar a mensagem dos valores cristãos como o matrimónio e a fidelidade, não cai no exagero que tantas vezes a Igreja Católica se deixa levar de ver o mundo a preto e branco sem possibilidades de cinzentos.

Em comunhão