quarta-feira, novembro 19, 2008

A Salvação só para quem não é diferente

Mais um daqueles artigos que me fez pensar. No Sol online de hoje faz eco a uma queixa que acho muito importante. Os surdos-mudos estão excluídos da Eucaristia e da confissão por falta de preparação dos padres que não sabem linguagem gestual.

Não sei se há algum deficiente auditivo que leia este blog mas se sim ou alguém sabe, poderá esclareça como é prestada assistência espiritual estas pessoas? Terão as crianças catequese? Como são os casamentos de surdos-mudos? Como foi no passado antes da invenção da linguagem gestual? Estavam os surdos à nascença condenados?

Interessante é pensar que numa altura em que se fala tanto de Missa Tridentina e números mínimos para a celebração da Eucaristia para estes grupos, não se ouve ninguém a falar em dispor recursos para surdos.

Em comunhão

A viver a todo o custo

A propósito de um post no Corta-Fitas sobre a história da menina Hannah Jones fiquei a pensar se viver a todo custo será realmente viver.

Não estará esta menina de 13 anos a relembrar ao mundo que transformar a manutenção da vida num bem absoluto e para lá das leis da natureza estamos em pecado mortal, a soberba? E repare-se que não estamos a falar numa acção que desencadeará a morte mas simplesmente numa opção de viver humanamente os últimos momentos rodeados de quem mais gostamos e decidir ter uma morte digna.

Acho que muitos católicos mormente os tradicionalistas e os conservadores que se esquecem que rezamos por uma boa morte.

Será também que uma existência como a de Eluana Englaro, ligada a uma máquina, num coma profundo sem nenhuma ligação ao exterior e em que em condições naturais a morte já teria sido uma benção de Deus, é viver?

Ao contrário do que seria de esperar são ateus, aqueles que afinal não acreditam na vida para lá da morte, que muitas vezes dão a cara na luta pela dignidade na morte, enquanto muitos crentes se prendem a um falso bem absoluto esquecendo que acreditamos que a morte não é mais que um passo para Deus.

O Vaticano condenou a atitude da justiça italiana por permitir que desliguem a máquina a Eluana, que segundo o Vaticano, "é uma jovem que vive, que respira de maneira autónoma, que desperta e dorme, que tem vida". Será que o Vaticano se está esquecer daquele promenor no nosso Credo que diz "espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir"? Será que Eluana ainda viveria

O responsável da Pastoral para a Saúde, cardeal Lozano Barragán, equiparou o acórdão do Supremo italiano à condenação de Eluana "a um fim monstruoso", a um "homicídio, em que a vão deixar morrer de fome e sede".

Termino como comecei... será que manter a vida a tudo custo é viver?

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte.

Em comunhão

quarta-feira, novembro 12, 2008

A morte e o medo

Desde sempre que a morte é sentida com dor e como a perda insuperável, no entanto houve casos na história da humanidade de pessoas que não só superaram a dor dando testemunhos de fé e coragem impressionantes. Casos como o do Papa João Paulo II, Maximiliano Kolbe, Dietrich Bonhoeffer e muitos outros mártires fazem-nos lembrar que há que viver até ao último instante com os olhos postos no domingo da Ressurreição.

Também, reveladores de uma coragem e fé, são os testemunhos de alguns dos que ficaram, família e amigos que demonstraram a certeza da fé que a muitos de nós nos falta.

O eco das palavras daquele pai ressoam mais forte perante a morte, "Ajuda a minha pouca fé!" Mc 29:4

Estas e outras pessoas que perante o desafio último da sua morte foram mais longe e deram sinais de que a morte tem que ser vivida como a vida, com coragem e sem medo.

E aqui reside se calhar o segredo de uma vida/morte feliz. Como conseguir encontrar a luz no meio das trevas, como conseguir não ter medo perante a morte?

Não será o medo de viver e de morrer uma morte antecipada? Porque pior que morrer é viver com o medo de qualquer coisa. O medo desbota as cores, torna insonsa a vida, faz-nos ser mornos e egoístas, centrando o mundo a volta de nós mesmos sem vermos que até ao último sopro da nossa vida há que fazer aquilo que nos foi pedido...

"Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei."Jo 13:34

Por isso há que lutar todos os dias por conseguir ver Jesus em tudo o que fazemos, no que damos e recebemos, na alegria e nas tristezas.

Sem medos vamos abrir o peito à misericórdia de Deus e cantar plenos de confiança: "Jesus, eu confio em ti."

Ainda que atravesse vales tenebrosos,
de nenhum mal terei medo
porque Tu estás comigo.
A tua vara e o teu cajado dão-me confiança
Salmo 23:4

Em comunhão

terça-feira, novembro 04, 2008

Palavras para quê...

Às vezes necessitamos não basta ouvirmos é preciso ver.

Cuidado que é violento mas a mim faz-me pensar de cada vez que vou a conduzir. Talvez ajude a salvar algumas vidas.




Em comunhão

sexta-feira, outubro 31, 2008

A Infabilidade do Papa

Creio ter encontrado o problema de uma questão que tem afastado nas últimas décadas católicos da Igreja. Houve um erro de tipografia aquando da publicação do dogma da Infabilidade do Papa. Estou fortemente inclinado a acreditar que se enganaram quando formularam este dogma e acredito que o Papa queria antes dizer fidelidade ou honestidade, porque é disso que se trata acima de tudo. Tentemos ler a formulação deste dogma alterando a palavra infabilidade por Fidelidade ou Honestidade e vemos como tudo ganha um sentido muito mais Cristão e de acordo ao Evangelho.

Assim poderíamos ler:

"Ensinamos e definimos ser dogma divinamente revelado que o Romano Pontífice quando fala ex-cathedra, isto é, quando cumprindo a sua missão de pastor e doutor de todos os cristãos, define pela sua suprema autoridade apostólica que uma doutrina sobre a fé e os costumes deve ser sustentada pela Igreja universal, pela assistência divina que lhe foi prometida na pessoa de Pedro; goza daquela Fidelidade/Honestidade de qual o Divino Redentor quis que estivesse provida a sua Igreja na definição sobre matéria de fé e costumes, e portanto, as definições do Bispo de Roma são honestas e fieis por si mesmas e não por razão do consentimento da Igreja."

Deixando um pouco as brincadeiras de lado, só interpretando infabilidade neste sentido podemos encontrar uma honesta justificação para determinadas posições que a Hierarquia da Igreja insiste em defender e prelongar. Há que acreditar que é a fidelidade ao depósito de Fé da Tradição, a fidelidade à maneira que o povo sente e vive a sua Fé e honestidade na forma como o Santo Padre na posição de Pastor universal conduz as suas ovelhas no Bom caminho. Até porque este dogma não assume que o Papa não pode falhar ou pecar, mas antes que ele ao definirr uma verdade de Fé o faz acreditando estando ser honesto e fiel ao sentido da própria fé dos crentes.

Em comunhão

domingo, outubro 26, 2008

Dialogar


"Dialogar com cristãos de outras confissões significa aprender a tornar-se parceiros em vez de adversários. Não se trata de fazer concessões mútuas, como na diplomacia. Trata-se sim de, juntos, procurar descobrir o mais possível do rosto de Cristo, da sua vontade para o mundo, para a Igreja, para a família humana.(...)
(...)Não me é pedido que negue a verdade ou que concorde com tudo. Porém, é-me pedido que aceite que pode haver outras formas de ver os problemas, outros pontos de partida e outras conclusões que têm a sua própria legitimidade, outras palavras ao serviço a fé. Quanto mais me agarrar ao que é essencial, menos medo terei de aceitar as diversidades que não o afectam.(...)

(...)Dialogar como parceiros não é procurar a sua identidade em isolamento ou em oposição aos outros, mas sim em relação e na partilha. E isso assemelha-se muito mais à vida !(...)

In Taizé Quais os pressupostos para um verdadeiro diálogo
entre cristãos de diferentes tradições?

terça-feira, outubro 21, 2008

Infant Swim - Ensinar as crianças a nadar

Há muito tempo que não escrevo neste blog mas devagarinho o tempo começa a aparecer e confesso que ando cheio de vontade de escrever. Durante este último ano tenho lido outros sites e acompanhado alguns tópicos no Paróquias.org mas tentei filtrar algumas leituras desnecessárias.

Acima de tudo durante o último ano tenho dado muita da minha atenção à minha filha e mulher.

Mas “nem só de pão vive o homem” e aos poucos tenho sentido vontade de pôr algumas coisas por escrito e partilhar um pouco de mim.

Não vou prometer nada nem tão pouco ter ambições muito grandes, vou simplesmente escrever quando me apetecer ou quando tiver tempo.

Entretanto deixo-vos aqui um site que vale a pena ver e se possível divulgar.
http://www.infantswim.com/

Podem ver abaixo um video que vos pode dar uma ideia do que se trata.
http://www.youtube.com/watch?v=nI_XzNfxjlY&eur

Em comunhão