sexta-feira, setembro 25, 2009

Declaração de voto

Este domingo vou votar desiludido com a nossa classe política mas com esperança que um dia as coisas possam ser melhores. Vou votar com a consciência de que o meu voto pode não fazer a diferença e pode ser apenas uma gota no oceano de conformismo em que nos vimos engolados, mas ainda assim vou fazer a minha obrigação enquanto cidadão.

Por natureza inclino as minhas preferências para os temas sociais em detrimento dos de cariz económico pois acredito que a economia é precisa mais de ser moralizada do que regulada e controlada. Como católico que sou, sinto também uma urgente necessidade de justiça social acreditando que esta é alcançada através da criação de mecanismos nas pessoas e não atribuindo rendimentos imerecidos que cria um exército de inúteis e preguiçosos. Por fim o meu lado humanista faz-me acreditar que todo o ser humano é igual e livre mas recuso liminarmente que essa liberdade seja desfigurada, transformada em libertinagem e que seja motivo de desordem e caos social.

Creio por isso que o meu percurso nas minhas intenções de voto não será muito diferente de muitas pessoas que conheço.

Aos 18 anos, votei PS, porque me sentia reprimido pelo cizentismo burucrático do então Primeiro Ministro Cavaco Silva.

Nas eleições seguintes, apesar de não totalmente desiludido com o Dr Guterres, pensei que fosse uma injecção de vigor democrático ter uma voz diferente e votei no Bloco de Esquerda. Penso que nunca me hei-de perdoar por tamanha inocência e falta de visão política.

Depois votei Durão Barroso acreditando que um pouco de inovação de alguém que tinha passado tempo no estrangeiro pudesse fazer a diferença. A verdade é que não tive a oportunidade de ver se tinha razão ou não, mas abandonar o barco no meio da tempestade revela o carácter cobarde e mercenário do capitão.

Acreditei que o Santana Lopes conseguisse trazer uma lufada de ar fresco à bafienta sociedade portuguesa mas a classe política não aceita que se pense diferente e com audácia e desde o início que se viu o governo de Santana como um balão condenado a subir demasiado alto e implotar.

Por fim nas últimas eleições legislativas decidi votar branco e fazer uma declaração de insatisfação com a generalidade da nossa classe política com o meu voto.

O meu desencanto era tanto, que pensei em nunca mais votar. Mas nas últimas eleições europeias descobri que a Laurinda Alves, jornalista que admiro muito desde os tempos da XIS, ia concorrer pelo Movimento Esperança Portugal, o MEP. Muito sem saber qual era o programa, acreditei na pessoa e votei um pouco às escuras.

Desta vez informei-me melhor e até fiquei indeciso entre votar MEP ou Movimento Mérito e Sociedade, o MMS. Ambos os movimentos apresentam ideias com que me identifico mas na hora de escolher optei por aquele que achei que tem um bocadinho mais de chances de pôr alguém no parlamento e ser uma voz diferente… uma voz no deserto que é a nossa classe política.

Não sei se eles vão fazer melhor dos que já lá estáo, mas pior, de certeza que não farão. Fica aqui um texto que me ajudou a mudar o meu sentido de voto de branco para MEP:

10 Razões para votar MEP:

1. Portugal precisa de uma voz que defenda a política da Esperança, acreditando que, se fizermos por isso, “melhor é possível”.
O MEP será essa voz.

2. Portugal precisa que os seus cidadãos se mobilizem para os desafios difíceis do nosso tempo, sem desistência, nem lamúria.
O MEP impulsionará essa mobilização.

3. Portugal tem grandes desafios à sua frente para reforçar a justiça social e promover a coesão.
O MEP assumirá esses desafios.

4. Portugal precisa, no seu sistema político, de uma nova força que traga uma visão positiva e optimista, de quem acredita nas portuguesas e nos portugueses.
O MEP será essa força.

5. Portugal precisa de cuidar do seu futuro, promovendo as famílias, dando prioridade às suas crianças e jovens, bem como respeitando o seu passado, através da cidadania plena dos seniores.
O MEP cuidará do futuro e respeitará o passado.

6. Portugal exige uma nova atitude que una em vez de separar, que dialogue em vez de ofender, que construa em vez de destruir.
O MEP protagonizará essa atitude.

7. Portugal necessita de abrir espaço à participação de cada um de nós, para uma democracia mais próxima do cidadão.
O MEP será uma das vias.

8. Portugal num mundo global e interdependente, precisa de quem afirme a nossa vocação cosmopolita e de quem defenda a solidariedade como princípio de convívio dos povos e nações.
O MEP será esse protagonista.

9. Portugal precisa que novas pessoas se disponibilizem para servir o bem comum através da política. Pessoas comuns, como qualquer um de nós.
O MEP trará essas pessoas.

10. Portugal necessita de mais protagonistas políticos que só defendam o bem comum e não se prendam a interesses particulares.
O MEP defenderá esse caminho.

No domingo vamos dar voz ao nosso descontentamento e supreender o país. Que se lixe o útil, vamos votar com esperança na mudança.

Independetemente do que votem, não se esqueçam de ir votar.

 

1 comentário:

Anónimo disse...

eu voto mms, ;)